Alimentação em Tempos de COVID-19

Muitas coisas têm sido afetadas na nossa vida durante esse período de pandemia e a alimentação é uma delas. Logo no início, a ASBRAN (Associação Brasileira de Nutrição) lançou um guia com o intuito de ajudar a população durante esse período e também para alertar que não existe nenhum shot milagroso ou coisas mirabolantes que algumas pessoas tentam propagar na mídia.

Então, o que devemos fazer?

• Sempre que puder, prefira comida de verdade!

Comida de verdade é a comida caseira, sem ingredientes estranhos como aromatizantes, corantes, conservantes e estabilizantes. Também sem excesso de gordura, sal ou açúcar.

Ela é feita com alimentos básicos e tradicionais que foram minimamente processados ou são frescos, sendo então perecíveis (estragam mais rapidamente).

Aumente o consumo de verduras, legumes e frutas*.

*A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o consumo de 5 porções diárias de frutas e hortaliças.

Inclua especiarias (alho, cebola, aipo, coentro, gengibre, cúrcuma) nas preparações.

• Consuma boas fontes de vitamina C, como acerola, kiwi, limão, laranja, e folhas verdes escuras.

• Utilize óleos, gorduras e sal em pequenas quantidades.

Limite o consumo de alimentos processados e evite o consumo de alimentos ultraprocessados.

Planeje melhor as compras e, se possível, faça uma lista para comprar somente o necessário.

-Prefira sempre os alimentos da safra (estão mais baratos e saborosos);

-Sempre que possível dê preferência para os pequenos comércios locais e pequenos agricultores;

-Prefira ir em horários que provavelmente os locais estão mais vazios;

-Verifique o prazo de validade dos alimentos.

• A higienização dos alimentos é fundamental e deve ser feita com cuidado.

Os alimentos in natura (frutas, verduras e legumes) devem ser lavados e, em seguida, deixados de molho em solução clorada* por 15 minutos. Depois enxágue.

*Solução clorada: 1 colher de sopa de hipoclorito de sódio ou água sanitária (sem alvejante) para 1L de água.

OBS: Não utilize vinagre ou bicarbonato, pois eles não conseguem matar microorganismos como vírus, bactérias e fungos.

• Mantenha uma boa hidratação, ela é aliada nas infecções virais.

*Considera-se ideal beber de 35 a 40 mL/Kg de peso diariamente e na prática esportiva esse volume deve aumentar.

Diante disso, percebemos que as recomendações nutricionais neste período são as mesmas quando o assunto é a busca por um bom estilo de vida. 

Nesse momento o mais adequado é ter uma alimentação balanceada e variada, e também se manter ativo. 

Cuide da sua saúde com a importância que ela merece!

Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

Associação Brasileira de Nutrição. Guia para uma alimentação saudável em tempos de COVID-19. ASBRAN: Março de 2020. Disponível em: https://www.asbran.org.br/storage/downloads/files/2020/03/guia-alimentar-covid-19.pdf

Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição. Água, hidratação e Saúde. 2018. Disponível em: <http://sban.cloudpainel.com.br/source/Agua-HidrataAAo-e-SaAde_Nestle_.pdf&gt;.

Orientações Nutricionais para o Enfrentamento do COVID-19. UFRN, Março de 2020. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/13eSz1hwkH4SIrOgI3ixe5K9FB0mkowT2/view

Obstrução intestinal

A obstrução intestinal (figura 1) ocorre quando há parada de progressão do conteúdo intestinal. Seu conteúdo pode ser composto por fezes sólidas, secreções intestinais, gás e microbiota. É classificada como total quando o obstáculo ocupa a luz e impede totalmente a passagem do conteúdo intestinal e parcial quando o obstáculo reduz a luz, porém algumaContinuar lendo “Obstrução intestinal”

Estenose aórtica

A estenose aórtica (imagem 1) é uma valvulopatia caracterizada pela dificuldade de abertura da valva durante a sístole. As principais causas são válvula bicúspide (imagem 2), doença reumática e calcificação (imagem 2), sendo a primeira mais comum em indivíduos com menos de 70 anos e a última em indivíduos com mais de 70 anos. FisiopatologiaContinuar lendo “Estenose aórtica”

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