Fibrose cística e a inatividade física

A fibrose cística é caracterizada por infecções crônicas e recorrentes do pulmão, insuficiência pancreática e elevados níveis de cloro no suor. Mesmo sendo uma doença genética, existem fatores ambientais (que temos controles) que também influenciam diretamente na sua evolução.

A doença tem como consequência uma série de problemas: desnutrição proteico- energética, alteração significativas no metabolismo geradas pelo processo inflamatório do pulmão, ocorre diminuição da massa muscular e da densidade mineral óssea.
Logo, uma pessoa que adquirir essa doença vai sentir fatiga muscular e têm risco aumentado de fraturas, o que afasta essas pessoas das atividades físicas.

Com a diminuição da atividade física por parte do paciente e a evolução da doença, existe um ciclo vicioso que torna a pessoa cada vez mais incapacitada fisicamente. Isso faz com que a pessoa sinta fadiga cada vez com esforços físicos cada vez menores.
Por fim, ocorre a perda da qualidade de vida.

Em outra perspectiva, estudos demonstram que pacientes que praticam exercícios físicos regulares junto com a terapia padrão desfrutam de inúmeros benefícios como: desobstrução da árvore brônquica, diminuição da resistência à insulina (que leva o açúcar do sangue para a célula) e melhora da composição corporal. Há melhor desenvolvimento ósseo, diminuição da degradação proteica, melhora da função imunológica e maior resistência aos esforços físicos. A melhor consequência pode ser o aumento da auto-estima.

Talvez, a explicação para isso, é a quebra do ciclo vicioso da inatividade e das consequências corporais da fibrose cística. No entanto, ainda não se pode cravar uma resposta, já que estão sendo feitos estudos para avaliar melhor como funciona esse mecanismo. O que se sabe é que a atividade física ajuda e muito esses pacientes, principalmente na melhora da qualidade de vida. É recomendado conversar com o seu médico para saber quais exercícios se encaixam melhor para as suas condições.

Fontes:

https://www.scielo.br/pdf/rbsmi/v7n3/03.pdf

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732008000600011&lng=pt&nrm=iso

Publicado por Sávio Mancebo

Estudante da Faculdade de Medicina de Petrópolis

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