Rotulagem Nutricional

Quando as pessoas têm por objetivo buscar um estilo mais saudável acabam escolhendo alguns alimentos pela embalagem, mas não sabem interpretar as entrelinhas já que as informações não são claras. Ler e interpretar os rótulos dos alimentos não é fácil para a maior parte da população.

O primeiro passo para sabermos melhor o que estamos consumindo é ficar de olho nos rótulos porque ele são a identidade do alimento, além de ser o primeiro contato entre o produto e o consumidor, só que normalmente todas as informações importantes estão “escondidas”. A rotulagem é uma ferramenta para conhecermos a composição do alimento e para que possamos nos basear na hora de escolher os produtos. Então, é importante criar o hábito de ler antes de comprar os alimentos.

Mas por onde começar? Existe alguns pontos que devemos nos atentar, como:

Lista de ingredientes: ela irá informar todos os ingredientes que compõem o produto e SEMPRE se apresenta na ordem decrescente, ou seja, o primeiro nome está sempre em maior quantidade e o último em menor quantidade. Outro ponto importante é a quantidade de ingredientes, quanto menor for a lista mais natural é o alimento. Então já sabe, na hora que pegar um produto com uma lista enorme, ele é considerado um ultraprocessado, devemos evitar!

Aditivos químicos: esses ingredientes são adicionados de forma intencional nos alimentos com o objetivo de modificar características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais. Na grande maioria das vezes nós não conhecemos os nomes, então também é bom evitar.

Açúcar: ele pode se apresentar de diversas formas e com nomes diferentes, como: sacarose, glicose, maltodextrina, frutose, xarope etc. Então já sabe, quando ver que o produto está escrito “zero açúcar”, mas possui alguns desses nomes é sinal que estão tentando te enganar.

Tipo de gordura: gordura vegetal, hidrogenada, de palma etc. não são benéficas à saúde e devem ser evitadas.

Glutamato monossódico: essa é uma substância responsável por realçar o sabor dos alimentos, além de viciar nosso paladar.

Ai chega na hora de olhar a tabela ou informação nutricional e mais uma vez as pessoas também possuem dificuldade, afinal ela também tem alguns segredos:

Informação nutricional de iogurte

Porção: corresponde a uma quantidade específica de alimento e não da embalagem como um todo. É considerada uma média do alimento a ser consumido por uma pessoa sadia, de forma a manter uma alimentação saudável.

Medida caseira: ela vem logo após a porção, estando entre parênteses, indicando a porção do alimento segundo uma medida usada pelo consumidor, como: fatia, unidades, potes, xícaras, copos, colheres de sopa, café ou chá.

Valor energético: é a quantidade de energia fornecida ao nosso corpo pelo alimento derivado de carboidratos, proteínas e gorduras que o compõe. Esse valor é expresso em forma de kcal (quilocaloria), porém também tem a informação em kJ (kilojoule) .

Percentual de valores diários (%VD): Os valores diários sugerem as quantidades em percentual de nutrientes e calorias que você irá ingerir a partir da porção do produto, sendo baseado em uma dieta de 2.000 kcal (este é um padrão quando falamos sobre rotulagem, mas vale lembrar que a quantidade calórica de uma dieta e quantidade de nutrientes é individual, variando de acordo com as necessidades).

Existem ainda alguns itens de declaração obrigatória, como carboidratos, proteínas, gorduras totais, gordura saturada, gordura trans, fibras alimentares e sódio. Porém, outros nutrientes podem ser considerados como obrigatório dependendo do produto.

Carboidratos: é considerado fonte de energia para as nossas células.

Proteínas: necessária para a construção e manutenção dos nosso órgãos, tecidos e células.

Gorduras totais: é a soma de todas as gorduras encontradas no alimento, seja de origem animal ou vegetal. São as principais fontes de energia e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K.

Gordura saturada: é encontrada principalmente nos produtos de origem animal, porém, uma ingestão em excesso pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Gordura trans: ela não deve estar presente nos alimentos e não existe uma recomendação diária para o uso, mas a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina uma quantidade mínima de 0,5g para que o item entre na lista.

Fibras alimentares: ajudam no controle das taxas de glicemia e colesterol, além de melhorar a função intestinal e aumentar a saciedade. A recomendação diária é de 25g/dia, porém, segundo a legislação para um alimento ser fonte de fibra tem que constar no rótulo 2,5g por porção. Então, CUIDADO com as embalagens que dizem ser fonte de fibras.

Sódio: a ingestão diária é de 2 a 5g de sal/dia.

Existe ainda as informações adicionais que devemos prestar atenção, principalmente se você possui algum tipo de alergia ou intolerância, como ao glúten e a lactose.

Então, devemos sempre escolher produtos que tenham uma lista de ingredientes pequena, sem açúcares, adoçantes e gorduras artificiais. Além de uma menor quantidade de aditivos químicos, conservantes, aromatizantes, espessantes e emulsificantes.

Referências:

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC ANVISA/MS nº.259, de 20 de setembro de 2002. Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 set. 2002. Seção 1.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC ANVISA/MS nº 360, de 23 de dezembro de 2003. Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional e Alimentos Embalados. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 dez. 2003. Seção 1.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Rotulagem Nutricional Obrigatória: Manual de Orientação as Indústrias de Alimentos. 2ª versão. Brasilia: ANVISA, UnB, 2005. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33916/389979/Rotulagem+Nutricional+Obrigat%C3%B3ria+Manual+de+Orienta%C3%A7%C3%A3o+%C3%A0s+Ind%C3%BAstrias+de+Alimentos/ae72b30a-07af-42e2-8b76-10ff96b64ca4>

MACHADO, R. L. P. Manual de Rotulagem de Alimentos. Rio de Janeiro: EMBRAPA, 2015. Disponível em: <https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/142308/1/DOC-119.pdf>

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