Síndrome coronariana com supra ST

É um conjunto de manifestações clínicas devido à oclusão total de um vaso sanguíneo por um trombo (figura 1). Esse grupo inclui o infarto agudo do miocárdio (IAM) com supra do segmento ST.

Assim como no IAM sem supra do segmento ST, há elevação dos marcadores de necrose. A mioglobina normalmente se altera mais rápida e é pouco específica para o diagnóstico de um infarto, porém as troponinas T e I são mais específicas, essenciais para o diagnóstico.

Figura 1 – https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5579/sindrome_coronariana_aguda.htm

Fisiopatologia

Placa aterosclerótica se rompe, ativa o sistema de coagulação e as plaquetas, propiciando a formação de trombo sanguíneo. Esse trombo oclui totalmente o lúmen do vaso acometido, resultando em vasoespasmo, interrupção do fluxo sanguíneo e consequentemente isquemia (figura 2).

Figura 2 – https://www.passeidireto.com/multiplo-login?returnUrl=%2Farquivo%2F58947059%2Finfarto-fulminante

Quadro clínico

Paciente pode apresentar dor em opressão, aperto, desconforto ou queimação, localizada no precórdio (figura 3) ou retroesternal, podendo irradiar para o membro superior esquerdo, mandíbula, pescoço, região epigástrica e dorso e dura mais de 30 minutos.

Paciente também pode apresentar diaforese (sudorese intensa), náuseas, vômitos, dispnéia (falta de ar), sensação de morte, fraqueza.

Cerca de metade dos pacientes com quadro de infarto possui sintomas premonitórios, ou seja, apresentaram quadros de dor precordial que duraram poucos minutos e depois cessaram.

Quando a dor apresenta-se em punhalada, diminui com a palpação ou altera conforme a posição, a possibilidade de ser um quadro de IAM é baixa.

Figura 3 – https://medpri.me/upload/texto/texto-aula-1027.html

Diagnósticos diferenciais

Algumas patologias que podem ser confundidas com um quadro de IAM são: dissecção aórtica aguda, pericardite, embolia pulmonar, pneumotórax, doenças digestivas, doenças do músculo esquelético ou até mesmo a dor psicogênica.

Exames

O eletrocardiograma (ECG) deve ser realizado em tempo inferior a 10 minutos após a chegada do paciente na emergência. Caso o indivíduo apresente elevação do STT (figura 4), deve ser encaminhado para a terapia de revascularização o quanto antes pois quanto mais tempo espera, mais músculo cardíaco é enfraquecido.

Observação: nem todo supra de STT no ECG é diagnóstico de IAM, porém é uma minoria dos casos.

Figura 4 – https://pebmed.com.br/sindrome-coronariana-com-supra-st-como-avaliar-o-eletrocardiograma/

A radiografia do tórax é utilizada para buscar por alguns diagnósticos diferenciais citados anteriormente, como pneumotórax, dissecção aórtica aguda (figura 5), infarto pulmonar e até mesmo fraturas.

Figura 5 – http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5592/disseccao_da_aorta.htm

O ecocardiograma (figura 6) é utilizado nos casos onde o ECG não apresentou alterações, podendo identificar alterações e complicações estruturais no coração.

Figura 6 – https://cardiopapers.com.br/curso-basico-de-eco-movimento-sistolico-anterior-da-valva-mitral-sam/

Determinantes do prognóstico e do tratamento

Os determinantes da gravidade, prognóstico e tratamento são o grau e tempo de oclusão, extensão do dano miocárdico, disfunção miocárdica e evolução para choque cardiogênico, onde há falência de bomba (coração).

Fatores que influenciam na mortalidade

Alguns fatores que influenciam na mortalidade do paciente são: história de IAM anterior, elevação ampla do segmento ST, diabetes mellitus, bloqueio de ramo esquerdo, idade superior à 75 anos, disfunção do ventrículo esquerdo com fração de ejeção menos que 40%, pressão arterial sistólica menor que 100, freqüência cardíaco maior que 100.

Tratamento dependendo dos diferentes cenários

Caso o paciente esteja em um local com centro de hemodinâmica ou tenha a possibilidade de transferência em menos de 120 minutos para um local que tenha, é feito uma angioplastia (figura 7) primária.

Caso o paciente esteja em um local sem centro de hemodinâmica ou possibilidade de transferência em tempo superior à 120 minutos, é feita a fibrinólise e se bem sucedida, angioplastia eletiva.

Caso o paciente esteja em um local sem centro de hemodinâmica ou possibilidade de transferência em tempo superior à 120 minutos, é feita a fibrinólise e se mal sucedida, angioplastia urgente.

Figura 7 – https://www.tuasaude.com/angioplastia/

Complicações do IAM

Algumas possíveis complicações que o paciente pode desenvolver após um quadro de IAM são: angina, pericardite, infarto do ventrículo esquerdo, choque cardiogênico,insuficiência da válvula mitral com ou sem rotura do músculo papilar, aneurisma de ventrículo esquerdo, rotura do septo interventricular, taquiarritmias, bradicardias, bloqueios átrio ventriculares, bloqueios fasciculares e parada cardiorrespiratória.

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